Domingo

O tudo, o mundo
o recomeço que conheço
Recomeço num segundo!
primeiras vertigens a romper o céu
aurora dourada rasga o escuro
pela janela intrusos raios cintilantes
amanhecentes
Olhos outrora dormentes
abrem-se num recuso iminente
o agudo profundo dos sinos da catedral
fere os tímpanos
ecoa pelas esquinas
acorda as almas adormecidas
aborrecidas
Manhã de outono
morna, dourada, juvenil.
sereno canto de pássaros
a quebrar o silêncio pueril
de outro domingo perdido no calendário.
O nada, o abismo
O esmo, o marasmo.
Fluxo sem refluxo...
o mundo a se mover do reverso
lentamente
reflexo do avesso
nas transversais
nas beiradas
linhas mal escritas
descosturadas
Sorte ou morte!
Desatino ou destino!
uma pluma ao vento...
Ar parado.
(by Anamaria Moraes)
Direitos Autorais Reservados ®
Escrito por Anamaria às 03h16
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|